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Programa vai apoiar as cooperativas do Paraná no acolhimento de imigrantes

17/06/2026

O Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, apresentou nessa terça-feira (16/06) o Programa Cooperativa Sem Fronteiras. Em fase final de estruturação, está sendo desenvolvido em parceria com a PUCPR, campus Toledo, e será lançado em agosto. A iniciativa tem por objetivo acolher e preparar os imigrantes para o trabalho dentro das cooperativas.

“É um projeto importante para o Sistema Ocepar. Está dentro das temáticas do Plano Paraná Cooperativo (PRC), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense”, frisou o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski, na abertura da apresentação para as cooperativas, realizada de forma online. Segundo ele, trata-se de uma ação do projeto 13 do PRC, o Emprega+coop.

“É uma mão de obra extremamente necessária para as nossas cooperativas e temos um olhar atento para esse público”, declarou Macioski. Ele informou que as cooperativas estão sendo ouvidas para que participem com sugestões e contribuições. “Não está nada fechado. Estamos construindo um programa para atender as necessidades das cooperativas. Queremos saber se está adequado à realidade,  tendo em vista que os trabalhadores migrantes já estão atuando em muitas das cooperativas vinculadas ao Sistema Ocepar, sendo que algumas delas, inclusive, já têm iniciativas voltadas para esse público.

Pelo menos 14 cooperativas do ramo agropecuário do Paraná já declararam ter trabalhadores imigrantes em suas unidades.  Além da live realizada nessa terça-feira, nos próximos dias as cooperativas serão consultadas por meio de um questionário que responderão com sugestões ao programa. Cooperativas de todos os ramos poderão participar. “Todas que tiverem interesse poderão fazer parte do projeto”, informou Ketlyn Zipperer Mali, coordenadora de Desenvolvimento Profissional do Sescoop/PR.

Trilhas

O Programa Cooperativa Sem Fronteiras será desenvolvido em três trilhas: Recursos Humanos, Gestores Imediatos e Idioma Instrumental. A trilha 1, de RH, vai avaliar a situação em que as pessoas estão chegando ao Brasil. Verificar documentação, a situação de saúde física e psicológica, a questão familiar, a moradia, a educação dos filhos, entre outros aspectos. Para atender a todas essas questões e garantir uma vida digna para os imigrantes será avaliada a estrutura das cooperativas e buscadas redes de apoio, como parcerias com prefeituras e outros órgãos.   Essa trilha prevê a criação de um protocolo, considerando as particularidades de cada cooperativa.

A trilha 2, Gestores Imediatos, vai trabalhar com ciclos de palestras e trabalho para sensibilização dos líderes para o devido acolhimento desses trabalhadores. As lideranças serão preparadas para os treinamentos necessários aos trabalhadores imigrantes, especialmente ao que se refere a orientações de trabalho, aplicações de normas de segurança e ao atendimento à legislação vigente.

A trilha 3, Idioma Instrumental, vai desenvolver capacitações para o entendimento do idioma nas atividades práticas do dia a dia, abordando um vocabulário acessível que garanta a compreensão das normas e, também, a interação social. 

Imigrantes

De acordo com o Panorama Geral das Migrações do Paraná, o Brasil contabilizou 2.345.266 imigrantes que entraram no país entre 2010 e 2025. Desse total, 80,5% concentram-se em sete estados e o Paraná ocupa a terceira posição entre as unidades da federação que mais receberam imigrantes e refugiados internacionais nesse período: foram 211.580 pessoas, o que corresponde a 9% do total nacional. 

A maioria dos imigrantes que chegaram ao Paraná nesse período são venezuelanos e haitianos. Há também paraguaios e cubanos, entre outras nacionalidades. A predominância é de público jovem e há também grupos de refugiados. 

“O Paraná vive uma situação de pleno emprego e há oferta de trabalho para essa população vinda desses países”, observa Macioski. Ainda segundo informações do Panorama Geral das Migrações do Paraná, em Curitiba e na Região Metropolitana, o setor de serviço é o que mais emprega esses trabalhadores. Já no interior paranaense é na indústria que esses imigrantes encontram mais oportunidades. 

Sistema Ocepar

 

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