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Ancat participa de inauguração da segunda unidade da Cooperlol, que amplia território e muda a matemática da exclusão

20/04/2026

A Cooperlol (Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Orlândia) inaugurou nesta sexta, 17 de abril, sua segunda unidade em Orlândia/SP. A Ancat foi representada pelo presidente Roberto Rocha e o diretor Anderson Nassif neste evento que marca a ampliação de um espaço integrante da base da Rede Anastácia de Cooperativas. Isso só foi possível graças ao investimento do Governo Federal e da Fundação Banco do Brasil.

A nova estrutura foi viabilizada pelo Projeto Cataforte e simboliza o amadurecimento de uma organização que começou ainda nos anos 2000, quando Catadores sobreviviam no antigo lixão da cidade.

Foram muitas personalidades presentes, dentre as quais destacamos:

  • Dudu Catador – liderança do MNCR (Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis);
  • Gilson Adriano de Oliveira Lima – diretor da Fundação Banco do Brasil (BB);
  • Jorge Gabriel Grasi – prefeito de Orlândia;
  • Juliana Damiane de Paulo – presidente da Cooperlol;
  • Lea Rocchi Sales – assessora técnica da Secretaria-Geral do Governo Federal;
  • Viviane Conceição de Souza – Coopcent ABC;
  • Entre diversas outras autoridades políticas.

A história da Cooperlol se confunde com a superação de centenas de trabalhadores, entre eles o nosso diretor Anderson Nassif, Catador que saiu do lixão e há anos lidera o processo coletivo na região. O que era uma luta diária por restos se transformou, com organização e apoio do movimento nacional, em um modelo estruturado de cooperativismo. A nova unidade é a prova de que Catadores podem protagonizar a economia circular quando há investimento, rede de apoio e vontade política. 11 cooperativas da região central e da Alta Mogiana, todas integrantes da Rede Anastácia, estiveram presentes, mostrando a força do trabalho articulado.

OS NÚMEROS DO PROGRAMA VALORIZA

Durante a inauguração, também foram divulgados os resultados do Programa Valoriza, iniciativa que tem mudado a realidade de Catadores autônomos em Orlândia. Antes com remuneração abaixo de um salário mínimo, mais de 20 trabalhadores de rua hoje alcançam cerca de R$ 3 mil por mês. O segredo está no desenho inovador: melhor preço pelo material reciclável, acesso a crédito, logística reversa e pagamento da própria prefeitura pelo serviço de limpeza urbana. Um percentual desse recurso vai direto para o Catador autônomo, que deixa a invisibilidade e passa a ser valorizado como agente ambiental.

A ampliação da Cooperlol só foi possível graças a uma combinação de esforços. O Governo Federal, por meio de ministérios e da Fundação Banco do Brasil, investiu no Projeto Cataforte, que visa fortalecer o associativismo e o cooperativismo no setor de reciclagem.

“A presença de gestores públicos no evento de hoje confirma o acerto desta aposta. Quando o poder público e as cooperativas caminham juntos, a gestão de resíduos deixa de ser um problema e vira geradora de emprego, renda e dignidade”, comenta Anderson Nassif.

“UM MODELO PARA O BRASIL”, DESTACA ROBERTO ROCHA

“O que vemos aqui em Orlândia é um modelo de organização para a economia circular com participação efetiva dos Catadores. Os companheiros da Cooperlol mostraram que é possível transformar realidade com trabalho coletivo, rede de apoio e políticas públicas acertadas. Este conjunto de ações, a ampliação, o Valoriza, o Projeto Cataforte, vira referência nacional. A Ancat está ao lado de cada Catador e Catadora para que esse exemplo se multiplique pelo Brasil. Vamos que vamos”. 

Ancat

 

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