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Movimento Reciclar lidera destinação correta de 20 toneladas de recicláveis do MotoGP

25/03/2026

Cerca de 20 toneladas de resíduos recicláveis deixaram de ser descartadas como lixo comum durante o Grande Prêmio de Goiás 2026, em Goiânia, evitando pressão adicional sobre o aterro sanitário da capital e consolidando o MotoGP como um dos maiores exemplos de sustentabilidade em grandes eventos no Brasil.

A iniciativa, liderada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável Estratégico de Goiânia (Codese), com apoio do Sistema OCB/GO e parceiros, é resultado da ação do Movimento Reciclar, um pacto socioambiental que reúne poder público, setor cooperativista, empresas, universidades e sociedade civil organizada.

Segundo estudos realizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), cada tonelada de lixo reciclável enterrado pela prefeitura custa aos cofres públicos R$ 600, considerando despesas com transporte, contrato de coleta, gestão do aterro sanitário, além de impactos indiretos em saúde pública e no meio ambiente. Com isso, o município gastaria cerca de R$ 12 mil para enterrar as 20 toneladas de resíduos recicláveis retiradas do MotoGP.

Por outro lado, com a destinação correta para triagem e reaproveitamento de materiais como latas de alumínio e plástico, as cooperativas podem obter uma receita média de aproximadamente R$ 17 mil líquidos com o material. A ação, portanto, evitou o desperdício de aproximadamente R$ 29 mil em recursos.

Além disso, o resíduo reciclável, quando descartado de forma inadequada, contamina o material orgânico dos aterros sanitários, que pode ser utilizado na produção de bioenergia.

Ação ambiental

Durante três dias de programação (de 20 a 22 de março), o projeto mobilizou 80 voluntários selecionados entre 536 inscritos, com atuação em sistema de revezamento que somou 160 participações ao longo dos turnos. Os estudantes universitários que se voluntariaram para o trabalho atuaram como agentes ambientais na orientação do público, fornecedores e equipes do evento, promovendo educação ambiental e incentivando a separação correta dos resíduos.

Ao todo, cerca de 70 pontos de coleta seletiva foram distribuídos estrategicamente pelo circuito, com sinalização reforçada por banners e outras estruturas visuais. A ação também envolveu aproximadamente 400 fornecedores, estimulados a adotar práticas de redução de embalagens e destinação correta de materiais, como o uso de copos reutilizáveis, diminuindo significativamente o volume de resíduos descartáveis.

Segundo Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, o Movimento Reciclar consolidou o MotoGP em Goiânia como um verdadeiro laboratório de economia circular. “Em uma cidade que ainda recicla menos de 5% dos resíduos coletados, a iniciativa reforça a meta de alcançar 10% ainda neste ano e 50% até 2033, alinhada ao Pacto Goiano pela Economia Circular.”

A participação do Sistema OCB/GO como realizadora e apoiadora institucional das ações no MotoGP reforça que o projeto é muito mais do que um serviço ambiental. “É também uma política de fortalecimento da economia solidária e de geração de renda digna para catadores e cooperados”, acrescenta o dirigente.

Marcos Villas-Boas, diretor-executivo do Codese, explica que o Conselho se coloca como âncora estratégica do Movimento Reciclar ao articular governos, empresas, cooperativas de catadores e instituições de justiça. “Desse modo, assumimos a responsabilidade de transformar o discurso da sustentabilidade em projetos, termos de fomento e legados permanentes para a cidade.”

Rede de apoio

As cooperativas Cooprec e Cooperama tiveram papel central na triagem e destinação dos materiais, garantindo que os resíduos retornem à cadeia produtiva por meio da logística reversa. A ampla rede de parceiros contou com entidades como Fecomércio Goiás, Faeg, Sicoob Uni, Simplago, Bom Lixo e Secovi-GO, que contribuíram com estrutura, financiamento, equipamentos e apoio operacional.

Também foram fundamentais os apoios institucionais do Ministério Público de Goiás, da Comurg, da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e da Secretaria-Geral de Governo do Estado de Goiás, garantindo respaldo técnico, jurídico e integração com políticas públicas.

Com forte presença de marcas patrocinadoras em lixeiras, uniformes, pontos de coleta e materiais de comunicação, o projeto também demonstrou que a sustentabilidade é uma construção coletiva. Empresas, cooperativas e instituições assumiram o protagonismo na transformação de Goiás em referência nacional em grandes eventos sustentáveis.

 

Sistema OCB/GO

 

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