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As cooperativas e o compromisso com um mundo de paz

No primeiro sábado de julho o mundo celebra o Dia Internacional do Cooperativismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas para reconhecer o que as cooperativas representam no desenvolvimento da sociedade. Em 2026 a celebração será em 4 de julho, e o tema escolhido pela Aliança Cooperativa Internacional é “Cooperativas por um mundo pacífico”, um convite que à primeira vista soa amplo, mas que descreve com precisão aquilo que praticamos todos os dias em nossa região.

Em 13 municípios de nossa área de atuação somos a única instituição financeira fisicamente presente, e isso quer dizer que, sem ela, muitos moradores precisariam percorrer dezenas de quilômetros para resolver a operação financeira mais simples. Levar acesso a crédito, a poupança e a orientação financeira para onde ninguém mais chega não é apenas um detalhe operacional, pois a tranquilidade de quem consegue planejar o próprio futuro começa por algo tão básico quanto ter onde ser atendido.

Ao desenhar a Agenda 2030, a ONU colocou a paz lado a lado com a justiça e com instituições eficazes no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 16, em um reconhecimento de que não existe convivência verdadeiramente pacífica onde a exclusão econômica empurra famílias para a insegurança e para decisões tomadas no aperto. O cooperativismo de crédito nasceu justamente para enfrentar esse tipo de fragilidade, muito antes de a sustentabilidade se tornar pauta das grandes empresas, e segue fiel a essa origem e ao ideal de seus fundadores.

Hoje somos mais de 293 mil associados na cooperativa, atendidos por 101 agências, e parte desse crescimento aconteceu onde menos se esperaria, em pequenos municípios. Mesmo em São Paulo, a abertura recente de 16 novas agências em bairros mais afastados do centro, como é o caso de Parelheiros, comprova que cada agência aberta é uma escolha de chegar onde outros modelos não consideram viável.

Tudo isso se sustenta em uma atuação que coloca as pessoas no centro. Em uma cooperativa cada associado é dono, participa das assembleias e tem direito a um voto, qualquer que seja o tamanho do seu patrimônio, de modo que as decisões nascem do diálogo entre quem mora na mesma região e divide os mesmos interesses. Entendemos que manter vivo um espaço em que as pessoas decidem juntas o destino daquilo que é delas é, por si só, uma contribuição à união de uma comunidade.

No Sicredi esse modelo se sustenta a base de relacionamento. A simplicidade com que atendemos, a confiança construída ao longo de anos de convivência e a proximidade de quem conhece o nome e a história de cada associado são o método pelo qual o desenvolvimento de fato acontece, e não são apenas valores de uma marca. Por isso, quando celebramos cooperativas por um mundo pacífico, estamos falando de gestos que reduzem a insegurança e fortalecem o sentimento de pertencer a um lugar. A paz que construímos tem endereço e é feita por cada um de nós, no lugar onde moramos.

Jaime Basso

presidente da Sicredi Vale do Piqueri ABCD PR/SP

 

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